O sol escondia-se já sobre a copa das árvores, e derrepente eu não conseguia ver mais beleza em nada, entretanto tudo que eu havia construído em meses fora destruído em horas, isso era nítido, aliás nítido até de mais. Eu tinha consciência da dimensão de tudo, encolhida naquele gramado umido e gelado me dei conta de que no final eu sempre faço tudo errado e que não importa o que eu fale ninguém nunca realmente vai entender, então foi aí que me dei conta do quão fraca eu era, ingenuidade ou burrice minha acreditar que tudo daria certo, bom talvez houvece um problema em meu cérebro ou em meu coração. O mundo não perceberá que talvez essa fosse a hora errada para um tropeço, ainda por que, sozinha eu não levantaria mais. Eu precisava de um abraço, de um afago, eu queria que alguém percebece que eu não era adulta o suficiente e que eu não estava conseguindo me virar sozinha, e que mais do que nunca eu não precisava de julgamentos, embora eu os merecece, me sentia uma criança comprimindo o choro pra tentar provar que era forte o suficiente. Não consigo achar motivos para acreditar em algo, é tão desnecessário e não faria diferença alguma, sei disso. Sou tão voluvel que talvez amanhã eu acorde e esteja tudo diferente, e eu me dê conta da futilidade desse texto, desses sentimentos, e de tudo que eu penso e sou.
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